Claros da clareza com que conseguem ver*

Por favor, desculpem meus olhos
Mas é assim que vejo o mundo
Visto e dispo pessoas
Vejo alegrias expressas em disfarces
E disfarces em alegria
Esses, a maioria
De tudo, sou um pouco
Um pouco do que vejo
E tudo do que crio
Por isso peço desculpas
Se te vejo do meu jeito
E não como deveria
Desculpe também a minha desculpa
Essa que não deveria
Mas teima em se colocar
Ainda que de culpa
Não viva a minha vida
Tom Marcelino
08 de março de 2008
* Título por Dra. Manuella
domingo, março 08, 2009 | | 0 Comments
Minha Seriaiá

Minha sereia é moça bonita
Bonita de se sentir
Sentada em cima do mar
Por isso é lá
Lugar que prefiro estar
Não gosta muito de aparecer
Prefere o mistério no ar
Brilha em olhares quaisquer
Nos quais desaparece sem hesitar
Seu canto doce
Os doces encantam
De onde surgem as paixões
As ondas e a maré
Vai e vem
Traz e leva alguém
Minha sereia é moça bonita
É dela a minha vida
É dela o meu olhar
Quero cortejá-la
Até que do mar
Eu a possa buscar
Fazendo-a ficar
E da paixão, no amor transformar.
Vai e vem
Que vou contigo também
Tom Marcelino
13 de fevereiro de 2008
sexta-feira, fevereiro 13, 2009 | | 0 Comments
...Busca Vida

Meu cheiro está impregnado pela minha essência
Aprecio as fragrâncias que tenho conhecido...
Quando os perfumes se misturam
O meu fica perdido entre os outros
E os outros se acham em mim
Respiro a vida em suspiros cheios de incertezas e procuras
Inspiro-me no resgate das essências perdidas
E encontro o alívio na leve brisa da esperança escondida
Me perco nos outros
E os encontro em mim
Sigo a brisa
E busco a vida...
Tom Marcelino
09.08.2003
Garagem de Pensamentos
Egeo
segunda-feira, fevereiro 09, 2009 | | 0 Comments
Azul e Branco

A noite chegou assim
Surpreendente como se
Pudesse mostrar
Aquilo que ainda não vi
Trouxe pra mim
O encanto distante
Que perto assim
Ainda não descobri
Horas em dias
Como se anos fossem
Mas em instantes vivi
O que ainda sonho
Tive o pouco suficiente
Para as duvidas
Em certezas transformar
Agora passo a esperar
Pelo dia em que
Possa continuar
A escrever na vida
As letras desses versos
Em que os sonhos
Azuis e brancos
Fizeram-me despertar
E sorrindo acordar
Para a beleza da realidade
Tom Marcelino
Waking life
segunda-feira, fevereiro 09, 2009 | | 1 Comments
quero um não

Quero alguém
Alguém pra quem
Entregue o olhar
Pra também me enxergar
Quero alguém
Alguém que já sei
Tira fotos como ninguém
Registra a vida
E tudo mais me fascina
Quero sua voz em rimas
Suas letras em tintas
E Rabiscos em minha cortina
Quero uma vida a dois
Uma vida pra quem
Eu seja mais que alguém
Um alguém que pra mim
Seja mais do que sim
Seja mais que assim
Seja tudo enfim
Tom Marcelino
Poesia Bruta
8 de Janeiro de 2009
segunda-feira, fevereiro 09, 2009 | | 1 Comments
Acreditar no Natal

Esse não é um texto meu, mas espetacularmente reproduz a essência dos meus pensamentos... faço então minhas as palavras de Lya Luft:
"As pessoas se queixam muito de que o Natal hoje é só comércio. Depende de quem o comemora. Se me endivido por todo o próximo ano comprando presentes além de minhas possibilidades, pois no fundo acho que assim compro amor, estou transformando o meu Natal num comércio, e dos ruins. Se entro nesses dias frustrado porque não pude comprar (ou trocar) carro, televisão, geladeira, estou fazendo um péssimo negócio para minha alma. E, se não consigo nem pensar em receber aquela sogra sempre crítica, aquele cunhado cínico, aquele sobrinho malcriado, abraçar o detestado chefe ou sorrir para o colega que invejo, estou transformando meu Natal num momento amargo. Então, depende de nós. Claro que há as tragédias, as fatalidades, doença, morte, desemprego, alguma maldade – essas não faltam por aí. Um avô meu morreu de doença muito dolorosa, na véspera de Natal. Foi a primeira vez que vi um adulto, minha avó, chorando. Há poucos anos, minha mãe morreu na antevéspera de Natal, depois de longuíssimo tempo de uma enfermidade maldita. Mas foram também ocasiões de conforto e consolo, abraço, amor e entendimento.
Na medida em que não se podem dar muitos e caríssimos presentes, talvez até se apreciem mais coisas delicadas como a ceia, o brinde, o carinho, os votos, a reunião da família, o contato emotivo com os amigos, mensagens pelo correio ou e-mail, música menos barulhenta e aroma de velas acesas. Mais que tudo isso, o perfume de uma esperança ainda que realista. A crise nas finanças pode incrementar a valorização dos afetos. Se não pudermos viajar, curtiremos mais nossa casa. Se não há como trocar velhos objetos, vamos cuidar mais dos que temos. Se não podemos comprar o primeiro carro, vamos olhar melhor nossos companheiros no metrô. Vamos curtir mais nossos ganhos em afeto.
Não é preciso ser original para escrever sobre o Natal. A gente só quer que ele seja tranqüilo e gostoso, e que nos faça acreditar: em Papai Noel, em anjos, em famílias amorosas ou amigos fiéis, em governantes mais justos e líderes mais capazes, em um povo mais respeitado – em alguma coisa a gente acaba sempre acreditando. Porque, afinal de contas, é a ocasião de ser menos amargo, menos crítico, menos lamurioso e mais aberto ao sinal deste momento singular, que tanto falta no mundo: a possível alegria, e o necessário amor."
sexta-feira, dezembro 26, 2008 | | 1 Comments
Ainda a sonhar
Ainda que seja por hoje
Ainda que seja assim
Seu sorriso me fez sonhar
Seu sorriso me fez sentir
Idealizei pra me perder
E perdi pra encontrar
Ainda que seja por hoje
Ainda que seja assim
Parei pra te ver
Parei pra apreciar
Sonhei em viver
E vivo de sonhar
Quero-te aqui
Mais do que lá
Quero-te no viver
Ainda mais no sonhar
Sonho viver
Para o sonho realizar
Essa é minha vida
É o meu desejar
Quando será que vou
Novamente viver
O que vivi no sonhar?
Tom Marcelino
segunda-feira, novembro 03, 2008 | | 1 Comments
Cegos e sós
O amor está por todos os lados
Em cada uma das direções
Invisível à maioria insensível
Por quê não podem vê-lo
Se para mim ele brilha a cada dia
Como um sol infinito
Iluminando cada sombra
Acompanhando cada alma
Nunca deixando alguém
Em própria solidão?
Tom Marcelino
22 de outubro de 2008
Bobby Long Inspiration
quarta-feira, outubro 22, 2008 | | 1 Comments
Se é minha, o que fazer?
Num poema sem sentido
Desconto a minha vida
Pois é na escrita
Onde encontro meu prazer
Penso em palavras
Penso em seus sons
Sentidos e dons
Penso, penso, penso
Se penso, só penso
Mas nada consigo apreender
Se a vida for como um dever
Mas a vida é minha
É de quem quiser
E sendo como é
Desisto do dever
Faço da vida o meu viver
E se assim eu quero
Assim vai ser
Se duvidas
Escreves uma rima
E eu escolho então
Se uma sina ou se me fascina
E assim levo a vida
Da forma como me combina
De como é o meu querer
Sendo o que sou
Sendo o meu viver.
Tom Marcelino
quarta-feira, setembro 24, 2008 | | 0 Comments


