Eu e meu amor; meu amor e eu.

estou apaixonado
pela mulher ideal.
vejo-a quase diariamente
sob diversas formas;
as vezes frágil
noutras autêntica.

vejo-a em cada olhar
apaixonado de meu pensar,
sempre refletindo meus desejos
e expectativas de amar.

ela sempre representa
a satisfação dos meus anseios;
o fim da minha tristeza
e a parceria de minhas alegrias.

é a sua beleza sublime
que sempre me enloquece,
em seus perfeitos detalhes;
algumas vezes na forma do olhar
outras no possível beijar.

em cada situação
essa minha sonhada,
querida e encantada
mulher ideal
aparece sob diversos disfarces,
mas todos eles
nuances do meu olhar.

Pois o amor,
o amor está no olhar.


Tom Marcelino "Albuqueroque"
mulher invisível 04.04.10

Melhor de mim

                                                                  Não fui feito pra mim

o que fiz foi amar
e daí aprendi
que não fui feito pra mim

ao amar não há
nem medo, nem pesar
só suspiros e delírios
e todas formas de sonhar
não fui feito pra mim
o que sei é amar
daí percebi
que não fui feito pra mim

o amor que dou
é o amor que sei
e tudo que sei
é que amar como hei
                                                                   o melhor de mim
                                                                   tudo isso serei
tom marcelino

31.03.2009

Notas em palavras de saída

a inspiração veio
novamente como um soluço
um suspiro de sobriedade
tentando nos embebedar

veio numa arritimia
diante de um deslocar em falso
do sangue estagnado
entre a carótida e os capilares

a paixão que havia esquecido
ou mesmo desacreditado
pulsou por instantes
ofegante, enfurecida e acabada

despertou, sublimou
acordou, pensou e sumiu
sem vestígios de ter existido
uma mensagem deixou

não te deixos
se me deixas
mas se me aceitas
seja onde for
com você eu vou

Tom Marcelino
18.03.2009
na ponta dos dedos

Algo logo sou





Se quase tudo nada fosse,
quase nada existiria.
Se existir fosse quase tudo
viver nada seria.

O nada e o tudo,
o tudo e o nada.

Seja como for,
quase nada é tudo,
mas tudo é sempre algo.

Tom Marcelino
02 janeiro 2010

Eu sou você





meu sorriso é raro.
mas, raras mesmo são as pessoas que me fazem sorrir.

Belo Horizonte



Há quem diga que é no mar que se encontra o horizonte
Mas há em algum lugar
Um horizonte sem mar

Penso um instante
E imagino o eterno horizonte
Aquele que tenho no olhar

E é você
Com ou sem mar
Que quero encontrar

Tom Marcelino

08 de novembro de 2009
"Tempos difíceis para os sonhadores"

La difficulté consiste à transformer les rêves en réalité, mais les rêves sont ce qui font bouger le monde ...

Papai


Há algumas horas perdi o meu pai
Mais do que isso
Perdi meu maior referencial

Minha grande inspiração se foi
Toda aquela beleza a ser apreciada
Entendida, seguida e amada
Tudo isso era meu pai

Era meu pai o meu guia
E dele sou seguidor
Perdi muita coisa
Mas por ele
Ainda sou ganhador

Tom Marcelino
9 de julho de 2009
...pois é a perda o contraponto pra o entendimento pleno do amor...

Ser e não ser





Sozinho somos potenciais
Compostos somos diferenciados
E bem acompanhados, somos ilimitados

Sou cheio de potenciais
Sou tão diferenciado
E já vivi o ilimitado

Ir além do imaginável
Sonhar o realizado
É voltar a ser acompanhado

Esse é o meu impulso
A minha única fé
A essência da busca

Só ser
Em dois ser

Enquantou isso
Sou só o não ser

Tom Marcelino
13 de abril de 2009

Duvídro

Sempre me senti um vidro
E como vidro, era apenas um caco
Que entre tantos casos
Desenhei mosaicos

Era um vidro frágil
Mas como todos outros
Era somente um caco
Transparente e reluzente
Mas um caco

Gostava de ser um caco
Um pedaço de vidro
Jogado ao asfalto

Mas não sabia ser um vidro
Motivo de embaraço
Até que quando outro caco
Disse ser espelho e fez-me palhaço

Fez-me ver como queria
Não como eu via
E da minha alegria
Daquele bocado
Só sobrou um caco

O espelho refletia
Mas se esquecia
Que a imagem do reflexo
É parte do universo

Esqueceu a harmonia
Buscou em guerras
A sua supremacia

Mal sabia ele
Que num dia recolhido
Por tristeza e agonia
Fui pisado e fiz sofrer
E nesse achado
O tal ferido
Me disse eu ser
Não mais um caco
Imagine o que?

Descobri que espelho é vidro
Também é caco
E assim como eu
Também é fraco.

Tom Marcelino

Claros da clareza com que conseguem ver*






Por favor, desculpem meus olhos
Mas é assim que vejo o mundo
Visto e dispo pessoas

Vejo alegrias expressas em disfarces
E disfarces em alegria
Esses, a maioria

De tudo, sou um pouco
Um pouco do que vejo
E tudo do que crio

Por isso peço desculpas
Se te vejo do meu jeito
E não como deveria

Desculpe também a minha desculpa
Essa que não deveria
Mas teima em se colocar
Ainda que de culpa
Não viva a minha vida

Tom Marcelino
08 de março de 2008
* Título por Dra. Manuella