quer?
terça-feira, maio 04, 2010 | | 8 Comments
Unamar (hei sen vozser)
minhas palavras
são hoje dedicadas
a desvarios mundanos
do comportamento humano
não desses normais
e sim dos insanos
intensos e sazionais
a força motriz de revoluções
hoje encarnada em mim
não se atreve a sofrer
pois sofre sem viver
aprisionada estando
pelo medo do sofrer
fico sem saber
e arrisco sem querer
pois quero ganhos
mas os quero sem perder
sou dos poetas
a encenação
dos encantos
a paixão
sou o que sou
mas sendo que não
ainda sou
só
e somente só
eu e eu
querendo alguém
pensando em alguém
encontrando ninguém.
Tom Marcelino
27.04.2010
terça-feira, abril 27, 2010 | | 2 Comments
formspring.me
me pergunte qualquer coisa http://formspring.me/tommarcelino
segunda-feira, abril 26, 2010 | | 0 Comments
Eu e meu amor; meu amor e eu.
pela mulher ideal.
vejo-a quase diariamente
sob diversas formas;
as vezes frágil
noutras autêntica.
vejo-a em cada olhar
apaixonado de meu pensar,
sempre refletindo meus desejos
e expectativas de amar.
ela sempre representa
a satisfação dos meus anseios;
o fim da minha tristeza
e a parceria de minhas alegrias.
é a sua beleza sublime
que sempre me enloquece,
em seus perfeitos detalhes;
algumas vezes na forma do olhar
outras no possível beijar.
em cada situação
essa minha sonhada,
querida e encantada
mulher ideal
aparece sob diversos disfarces,
mas todos eles
nuances do meu olhar.
Pois o amor,
o amor está no olhar.
Tom Marcelino "Albuqueroque"
mulher invisível 04.04.10
domingo, abril 04, 2010 | | 4 Comments
Melhor de mim
Não fui feito pra mim
quarta-feira, março 31, 2010 | | 2 Comments
Notas em palavras de saída
novamente como um soluço
um suspiro de sobriedade
tentando nos embebedar
veio numa arritimia
diante de um deslocar em falso
do sangue estagnado
entre a carótida e os capilares
a paixão que havia esquecido
ou mesmo desacreditado
pulsou por instantes
ofegante, enfurecida e acabada
despertou, sublimou
acordou, pensou e sumiu
sem vestígios de ter existido
uma mensagem deixou
não te deixos
se me deixas
mas se me aceitas
seja onde for
com você eu vou
Tom Marcelino
18.03.2009
na ponta dos dedos
quinta-feira, março 18, 2010 | | 2 Comments
Algo logo sou
Se quase tudo nada fosse,
quase nada existiria.
Se existir fosse quase tudo
viver nada seria.
O nada e o tudo,
o tudo e o nada.
Seja como for,
quase nada é tudo,
mas tudo é sempre algo.
Tom Marcelino
02 janeiro 2010
sábado, janeiro 02, 2010 | | 2 Comments
Belo Horizonte

Há quem diga que é no mar que se encontra o horizonte
Mas há em algum lugar
Um horizonte sem mar
Penso um instante
E imagino o eterno horizonte
Aquele que tenho no olhar
E é você
Com ou sem mar
Que quero encontrar
Tom Marcelino
08 de novembro de 2009
"Tempos difíceis para os sonhadores"
La difficulté consiste à transformer les rêves en réalité, mais les rêves sont ce qui font bouger le monde ...
domingo, novembro 08, 2009 | | 1 Comments
Papai

Há algumas horas perdi o meu pai
Mais do que isso
Perdi meu maior referencial
Minha grande inspiração se foi
Toda aquela beleza a ser apreciada
Entendida, seguida e amada
Tudo isso era meu pai
Era meu pai o meu guia
E dele sou seguidor
Perdi muita coisa
Mas por ele
Ainda sou ganhador
Tom Marcelino
9 de julho de 2009
...pois é a perda o contraponto pra o entendimento pleno do amor...
quinta-feira, julho 09, 2009 | | 2 Comments
Ser e não ser

Sozinho somos potenciais
Compostos somos diferenciados
E bem acompanhados, somos ilimitados
Sou cheio de potenciais
Sou tão diferenciado
E já vivi o ilimitado
Ir além do imaginável
Sonhar o realizado
É voltar a ser acompanhado
Esse é o meu impulso
A minha única fé
A essência da busca
Só ser
Em dois ser
Enquantou isso
Sou só o não ser
Tom Marcelino
13 de abril de 2009
segunda-feira, abril 13, 2009 | | 0 Comments
Duvídro
Sempre me senti um vidro
E como vidro, era apenas um caco
Que entre tantos casos
Desenhei mosaicos
Era um vidro frágil
Mas como todos outros
Era somente um caco
Transparente e reluzente
Mas um caco
Gostava de ser um caco
Um pedaço de vidro
Jogado ao asfalto
Mas não sabia ser um vidro
Motivo de embaraço
Até que quando outro caco
Disse ser espelho e fez-me palhaço
Fez-me ver como queria
Não como eu via
E da minha alegria
Daquele bocado
Só sobrou um caco
O espelho refletia
Mas se esquecia
Que a imagem do reflexo
É parte do universo
Esqueceu a harmonia
Buscou em guerras
A sua supremacia
Mal sabia ele
Que num dia recolhido
Por tristeza e agonia
Fui pisado e fiz sofrer
E nesse achado
O tal ferido
Me disse eu ser
Não mais um caco
Imagine o que?
Descobri que espelho é vidro
Também é caco
E assim como eu
Também é fraco.
Tom Marcelino
quinta-feira, abril 02, 2009 | | 1 Comments
Claros da clareza com que conseguem ver*

Por favor, desculpem meus olhos
Mas é assim que vejo o mundo
Visto e dispo pessoas
Vejo alegrias expressas em disfarces
E disfarces em alegria
Esses, a maioria
De tudo, sou um pouco
Um pouco do que vejo
E tudo do que crio
Por isso peço desculpas
Se te vejo do meu jeito
E não como deveria
Desculpe também a minha desculpa
Essa que não deveria
Mas teima em se colocar
Ainda que de culpa
Não viva a minha vida
Tom Marcelino
08 de março de 2008
* Título por Dra. Manuella
domingo, março 08, 2009 | | 0 Comments
Minha Seriaiá

Minha sereia é moça bonita
Bonita de se sentir
Sentada em cima do mar
Por isso é lá
Lugar que prefiro estar
Não gosta muito de aparecer
Prefere o mistério no ar
Brilha em olhares quaisquer
Nos quais desaparece sem hesitar
Seu canto doce
Os doces encantam
De onde surgem as paixões
As ondas e a maré
Vai e vem
Traz e leva alguém
Minha sereia é moça bonita
É dela a minha vida
É dela o meu olhar
Quero cortejá-la
Até que do mar
Eu a possa buscar
Fazendo-a ficar
E da paixão, no amor transformar.
Vai e vem
Que vou contigo também
Tom Marcelino
13 de fevereiro de 2008
sexta-feira, fevereiro 13, 2009 | | 0 Comments
...Busca Vida

Meu cheiro está impregnado pela minha essência
Aprecio as fragrâncias que tenho conhecido...
Quando os perfumes se misturam
O meu fica perdido entre os outros
E os outros se acham em mim
Respiro a vida em suspiros cheios de incertezas e procuras
Inspiro-me no resgate das essências perdidas
E encontro o alívio na leve brisa da esperança escondida
Me perco nos outros
E os encontro em mim
Sigo a brisa
E busco a vida...
Tom Marcelino
09.08.2003
Garagem de Pensamentos
Egeo
segunda-feira, fevereiro 09, 2009 | | 0 Comments
Azul e Branco

A noite chegou assim
Surpreendente como se
Pudesse mostrar
Aquilo que ainda não vi
Trouxe pra mim
O encanto distante
Que perto assim
Ainda não descobri
Horas em dias
Como se anos fossem
Mas em instantes vivi
O que ainda sonho
Tive o pouco suficiente
Para as duvidas
Em certezas transformar
Agora passo a esperar
Pelo dia em que
Possa continuar
A escrever na vida
As letras desses versos
Em que os sonhos
Azuis e brancos
Fizeram-me despertar
E sorrindo acordar
Para a beleza da realidade
Tom Marcelino
Waking life
segunda-feira, fevereiro 09, 2009 | | 1 Comments
quero um não

Quero alguém
Alguém pra quem
Entregue o olhar
Pra também me enxergar
Quero alguém
Alguém que já sei
Tira fotos como ninguém
Registra a vida
E tudo mais me fascina
Quero sua voz em rimas
Suas letras em tintas
E Rabiscos em minha cortina
Quero uma vida a dois
Uma vida pra quem
Eu seja mais que alguém
Um alguém que pra mim
Seja mais do que sim
Seja mais que assim
Seja tudo enfim
Tom Marcelino
Poesia Bruta
8 de Janeiro de 2009
segunda-feira, fevereiro 09, 2009 | | 1 Comments
Acreditar no Natal

Esse não é um texto meu, mas espetacularmente reproduz a essência dos meus pensamentos... faço então minhas as palavras de Lya Luft:
"As pessoas se queixam muito de que o Natal hoje é só comércio. Depende de quem o comemora. Se me endivido por todo o próximo ano comprando presentes além de minhas possibilidades, pois no fundo acho que assim compro amor, estou transformando o meu Natal num comércio, e dos ruins. Se entro nesses dias frustrado porque não pude comprar (ou trocar) carro, televisão, geladeira, estou fazendo um péssimo negócio para minha alma. E, se não consigo nem pensar em receber aquela sogra sempre crítica, aquele cunhado cínico, aquele sobrinho malcriado, abraçar o detestado chefe ou sorrir para o colega que invejo, estou transformando meu Natal num momento amargo. Então, depende de nós. Claro que há as tragédias, as fatalidades, doença, morte, desemprego, alguma maldade – essas não faltam por aí. Um avô meu morreu de doença muito dolorosa, na véspera de Natal. Foi a primeira vez que vi um adulto, minha avó, chorando. Há poucos anos, minha mãe morreu na antevéspera de Natal, depois de longuíssimo tempo de uma enfermidade maldita. Mas foram também ocasiões de conforto e consolo, abraço, amor e entendimento.
Na medida em que não se podem dar muitos e caríssimos presentes, talvez até se apreciem mais coisas delicadas como a ceia, o brinde, o carinho, os votos, a reunião da família, o contato emotivo com os amigos, mensagens pelo correio ou e-mail, música menos barulhenta e aroma de velas acesas. Mais que tudo isso, o perfume de uma esperança ainda que realista. A crise nas finanças pode incrementar a valorização dos afetos. Se não pudermos viajar, curtiremos mais nossa casa. Se não há como trocar velhos objetos, vamos cuidar mais dos que temos. Se não podemos comprar o primeiro carro, vamos olhar melhor nossos companheiros no metrô. Vamos curtir mais nossos ganhos em afeto.
Não é preciso ser original para escrever sobre o Natal. A gente só quer que ele seja tranqüilo e gostoso, e que nos faça acreditar: em Papai Noel, em anjos, em famílias amorosas ou amigos fiéis, em governantes mais justos e líderes mais capazes, em um povo mais respeitado – em alguma coisa a gente acaba sempre acreditando. Porque, afinal de contas, é a ocasião de ser menos amargo, menos crítico, menos lamurioso e mais aberto ao sinal deste momento singular, que tanto falta no mundo: a possível alegria, e o necessário amor."
sexta-feira, dezembro 26, 2008 | | 1 Comments
Ainda a sonhar
Ainda que seja por hoje
Ainda que seja assim
Seu sorriso me fez sonhar
Seu sorriso me fez sentir
Idealizei pra me perder
E perdi pra encontrar
Ainda que seja por hoje
Ainda que seja assim
Parei pra te ver
Parei pra apreciar
Sonhei em viver
E vivo de sonhar
Quero-te aqui
Mais do que lá
Quero-te no viver
Ainda mais no sonhar
Sonho viver
Para o sonho realizar
Essa é minha vida
É o meu desejar
Quando será que vou
Novamente viver
O que vivi no sonhar?
Tom Marcelino
segunda-feira, novembro 03, 2008 | | 1 Comments







