quer?




quer dançar?
dê-me suas mãos
ensinarei os passos
e dançaremos um abraço

quer um beijo?
mostre-me um sorriso
junto aos seus lábios
ficarei todo contigo

quer um castigo?
não conte comigo.
sou mais que um amigo
sou muito compreensivo

e meu amor?
que seja como for
mas que seja sentido
que seja vivido

quer?

Tom Marcelino
04.05.2010

Unamar (hei sen vozser)




minhas palavras
são hoje dedicadas
a desvarios mundanos
do comportamento humano

não desses normais
e sim dos insanos
intensos e sazionais

a força motriz de revoluções
hoje encarnada em mim
não se atreve a sofrer

pois sofre sem viver
aprisionada estando
pelo medo do sofrer

fico sem saber
e arrisco sem querer
pois quero ganhos
mas os quero sem perder

sou dos poetas
a encenação
dos encantos
a paixão

sou o que sou
mas sendo que não
ainda sou
só
e somente só
eu e eu

querendo alguém
pensando em alguém
encontrando ninguém.

Tom Marcelino

27.04.2010

formspring.me

me pergunte qualquer coisa http://formspring.me/tommarcelino

Eu e meu amor; meu amor e eu.

estou apaixonado
pela mulher ideal.
vejo-a quase diariamente
sob diversas formas;
as vezes frágil
noutras autêntica.

vejo-a em cada olhar
apaixonado de meu pensar,
sempre refletindo meus desejos
e expectativas de amar.

ela sempre representa
a satisfação dos meus anseios;
o fim da minha tristeza
e a parceria de minhas alegrias.

é a sua beleza sublime
que sempre me enloquece,
em seus perfeitos detalhes;
algumas vezes na forma do olhar
outras no possível beijar.

em cada situação
essa minha sonhada,
querida e encantada
mulher ideal
aparece sob diversos disfarces,
mas todos eles
nuances do meu olhar.

Pois o amor,
o amor está no olhar.


Tom Marcelino "Albuqueroque"
mulher invisível 04.04.10

Melhor de mim

                                                                  Não fui feito pra mim

o que fiz foi amar
e daí aprendi
que não fui feito pra mim

ao amar não há
nem medo, nem pesar
só suspiros e delírios
e todas formas de sonhar
não fui feito pra mim
o que sei é amar
daí percebi
que não fui feito pra mim

o amor que dou
é o amor que sei
e tudo que sei
é que amar como hei
                                                                   o melhor de mim
                                                                   tudo isso serei
tom marcelino

31.03.2009

Notas em palavras de saída

a inspiração veio
novamente como um soluço
um suspiro de sobriedade
tentando nos embebedar

veio numa arritimia
diante de um deslocar em falso
do sangue estagnado
entre a carótida e os capilares

a paixão que havia esquecido
ou mesmo desacreditado
pulsou por instantes
ofegante, enfurecida e acabada

despertou, sublimou
acordou, pensou e sumiu
sem vestígios de ter existido
uma mensagem deixou

não te deixos
se me deixas
mas se me aceitas
seja onde for
com você eu vou

Tom Marcelino
18.03.2009
na ponta dos dedos

Algo logo sou





Se quase tudo nada fosse,
quase nada existiria.
Se existir fosse quase tudo
viver nada seria.

O nada e o tudo,
o tudo e o nada.

Seja como for,
quase nada é tudo,
mas tudo é sempre algo.

Tom Marcelino
02 janeiro 2010

Eu sou você





meu sorriso é raro.
mas, raras mesmo são as pessoas que me fazem sorrir.

Belo Horizonte



Há quem diga que é no mar que se encontra o horizonte
Mas há em algum lugar
Um horizonte sem mar

Penso um instante
E imagino o eterno horizonte
Aquele que tenho no olhar

E é você
Com ou sem mar
Que quero encontrar

Tom Marcelino

08 de novembro de 2009
"Tempos difíceis para os sonhadores"

La difficulté consiste à transformer les rêves en réalité, mais les rêves sont ce qui font bouger le monde ...

Papai


Há algumas horas perdi o meu pai
Mais do que isso
Perdi meu maior referencial

Minha grande inspiração se foi
Toda aquela beleza a ser apreciada
Entendida, seguida e amada
Tudo isso era meu pai

Era meu pai o meu guia
E dele sou seguidor
Perdi muita coisa
Mas por ele
Ainda sou ganhador

Tom Marcelino
9 de julho de 2009
...pois é a perda o contraponto pra o entendimento pleno do amor...

Ser e não ser





Sozinho somos potenciais
Compostos somos diferenciados
E bem acompanhados, somos ilimitados

Sou cheio de potenciais
Sou tão diferenciado
E já vivi o ilimitado

Ir além do imaginável
Sonhar o realizado
É voltar a ser acompanhado

Esse é o meu impulso
A minha única fé
A essência da busca

Só ser
Em dois ser

Enquantou isso
Sou só o não ser

Tom Marcelino
13 de abril de 2009

Duvídro

Sempre me senti um vidro
E como vidro, era apenas um caco
Que entre tantos casos
Desenhei mosaicos

Era um vidro frágil
Mas como todos outros
Era somente um caco
Transparente e reluzente
Mas um caco

Gostava de ser um caco
Um pedaço de vidro
Jogado ao asfalto

Mas não sabia ser um vidro
Motivo de embaraço
Até que quando outro caco
Disse ser espelho e fez-me palhaço

Fez-me ver como queria
Não como eu via
E da minha alegria
Daquele bocado
Só sobrou um caco

O espelho refletia
Mas se esquecia
Que a imagem do reflexo
É parte do universo

Esqueceu a harmonia
Buscou em guerras
A sua supremacia

Mal sabia ele
Que num dia recolhido
Por tristeza e agonia
Fui pisado e fiz sofrer
E nesse achado
O tal ferido
Me disse eu ser
Não mais um caco
Imagine o que?

Descobri que espelho é vidro
Também é caco
E assim como eu
Também é fraco.

Tom Marcelino

Claros da clareza com que conseguem ver*






Por favor, desculpem meus olhos
Mas é assim que vejo o mundo
Visto e dispo pessoas

Vejo alegrias expressas em disfarces
E disfarces em alegria
Esses, a maioria

De tudo, sou um pouco
Um pouco do que vejo
E tudo do que crio

Por isso peço desculpas
Se te vejo do meu jeito
E não como deveria

Desculpe também a minha desculpa
Essa que não deveria
Mas teima em se colocar
Ainda que de culpa
Não viva a minha vida

Tom Marcelino
08 de março de 2008
* Título por Dra. Manuella

Minha Seriaiá





Minha sereia é moça bonita
Bonita de se sentir
Sentada em cima do mar
Por isso é lá
Lugar que prefiro estar

Não gosta muito de aparecer
Prefere o mistério no ar
Brilha em olhares quaisquer
Nos quais desaparece sem hesitar

Seu canto doce
Os doces encantam
De onde surgem as paixões
As ondas e a maré

Vai e vem
Traz e leva alguém

Minha sereia é moça bonita
É dela a minha vida
É dela o meu olhar

Quero cortejá-la
Até que do mar
Eu a possa buscar
Fazendo-a ficar
E da paixão, no amor transformar.

Vai e vem
Que vou contigo também

Tom Marcelino
13 de fevereiro de 2008

...Busca Vida






Meu cheiro está impregnado pela minha essência
Aprecio as fragrâncias que tenho conhecido...
Quando os perfumes se misturam
O meu fica perdido entre os outros
E os outros se acham em mim

Respiro a vida em suspiros cheios de incertezas e procuras
Inspiro-me no resgate das essências perdidas
E encontro o alívio na leve brisa da esperança escondida

Me perco nos outros
E os encontro em mim

Sigo a brisa
E busco a vida...

Tom Marcelino

09.08.2003
Garagem de Pensamentos
Egeo

Reflexão






No espelho, os ponteiros percorrem o sentido anti-horário...
Interessante não?

Azul e Branco






A noite chegou assim
Surpreendente como se
Pudesse mostrar
Aquilo que ainda não vi

Trouxe pra mim
O encanto distante
Que perto assim
Ainda não descobri

Horas em dias
Como se anos fossem
Mas em instantes vivi
O que ainda sonho

Tive o pouco suficiente
Para as duvidas
Em certezas transformar

Agora passo a esperar
Pelo dia em que
Possa continuar
A escrever na vida
As letras desses versos
Em que os sonhos
Azuis e brancos
Fizeram-me despertar
E sorrindo acordar
Para a beleza da realidade

Tom Marcelino
Waking life

quero um não





Quero alguém
Alguém pra quem
Entregue o olhar
Pra também me enxergar

Quero alguém
Alguém que já sei
Tira fotos como ninguém
Registra a vida
E tudo mais me fascina

Quero sua voz em rimas
Suas letras em tintas
E Rabiscos em minha cortina

Quero uma vida a dois
Uma vida pra quem
Eu seja mais que alguém
Um alguém que pra mim
Seja mais do que sim
Seja mais que assim
Seja tudo enfim

Tom Marcelino
Poesia Bruta
8 de Janeiro de 2009

Acreditar no Natal


Esse não é um texto meu, mas espetacularmente reproduz a essência dos meus pensamentos... faço então minhas as palavras de Lya Luft:

"As pessoas se queixam muito de que o Natal hoje é só comércio. Depende de quem o comemora. Se me endivido por todo o próximo ano comprando presentes além de minhas possibilidades, pois no fundo acho que assim compro amor, estou transformando o meu Natal num comércio, e dos ruins. Se entro nesses dias frustrado porque não pude comprar (ou trocar) carro, televisão, geladeira, estou fazendo um péssimo negócio para minha alma. E, se não consigo nem pensar em receber aquela sogra sempre crítica, aquele cunhado cínico, aquele sobrinho malcriado, abraçar o detestado chefe ou sorrir para o colega que invejo, estou transformando meu Natal num momento amargo. Então, depende de nós. Claro que há as tragédias, as fatalidades, doença, morte, desemprego, alguma maldade – essas não faltam por aí. Um avô meu morreu de doença muito dolorosa, na véspera de Natal. Foi a primeira vez que vi um adulto, minha avó, chorando. Há poucos anos, minha mãe morreu na antevéspera de Natal, depois de longuíssimo tempo de uma enfermidade maldita. Mas foram também ocasiões de conforto e consolo, abraço, amor e entendimento.

Na medida em que não se podem dar muitos e caríssimos presentes, talvez até se apreciem mais coisas delicadas como a ceia, o brinde, o carinho, os votos, a reunião da família, o contato emotivo com os amigos, mensagens pelo correio ou e-mail, música menos barulhenta e aroma de velas acesas. Mais que tudo isso, o perfume de uma esperança ainda que realista. A crise nas finanças pode incrementar a valorização dos afetos. Se não pudermos viajar, curtiremos mais nossa casa. Se não há como trocar velhos objetos, vamos cuidar mais dos que temos. Se não podemos comprar o primeiro carro, vamos olhar melhor nossos companheiros no metrô. Vamos curtir mais nossos ganhos em afeto.

Não é preciso ser original para escrever sobre o Natal. A gente só quer que ele seja tranqüilo e gostoso, e que nos faça acreditar: em Papai Noel, em anjos, em famílias amorosas ou amigos fiéis, em governantes mais justos e líderes mais capazes, em um povo mais respeitado – em alguma coisa a gente acaba sempre acreditando. Porque, afinal de contas, é a ocasião de ser menos amargo, menos crítico, menos lamurioso e mais aberto ao sinal deste momento singular, que tanto falta no mundo: a possível alegria, e o necessário amor."

Ainda a sonhar

Ainda que seja por hoje
Ainda que seja assim
Seu sorriso me fez sonhar
Seu sorriso me fez sentir

Idealizei pra me perder
E perdi pra encontrar
Ainda que seja por hoje
Ainda que seja assim

Parei pra te ver
Parei pra apreciar
Sonhei em viver
E vivo de sonhar

Quero-te aqui
Mais do que lá
Quero-te no viver
Ainda mais no sonhar

Sonho viver
Para o sonho realizar
Essa é minha vida
É o meu desejar

Quando será que vou
Novamente viver
O que vivi no sonhar?


Tom Marcelino